Saturday, May 27, 2006

NTIC em Santo André

A foto mostra este escrevinhador no intervalo de uma comunicação que fizemos (Carlos Seabra e eu) no Senac de Santo André dia 24 último. Tarde muito agradável com gentes gentis do Senac local e educadores de algumas escolas do entorno. Com o encontro, enriquecemos consideravelmente nosso repertório sobre usos de blogs em educação, webgincanas e microcontos. Espero receber informação sobre os blogs dos participantes e continuar o diálogo com todos. Aproveito esta postagem para um agradecimento público à equipe do Senac de Santo André pela oportunidade e delicioso coffee break...

Thursday, May 11, 2006

Imagens fortes



Vi hoje no Boingboing matéria sobre uma coleção de fotos que introduzem armas em cenas do dia-a-dia. Convém dar uma olhada e conferir pois uma imagem vale mais que mil palavras. Para ver a coleção de fotos clique aqui.

Curso sobre WebGincana

O NTE da Secretaria de Educação de Campinas está promovendo um curso sobre WebGincana para professores. A inciativa é da Carla Betioli. Pouco sei sobre conteúdo, dinâmica e produções do curso, mas fiquei com impressão de que o trabalho é muito bom. Espero que em breve as WebGincanas produzidas pelos educadores de Campinas entrem no ar e possam se utilizadas como exemplos e/ou material de aplicação para possíveis interessados.
A Carla criou um espaço de comunicação para os participantes do evento. Creio que visitantes externos serão bem aceitos. Já me cadastrei no referido espaço e estou acompanhado o que rola por lá. O endereço é...
http://br.groups.yahoo.com/group/curso-webgincana/join

Wednesday, May 10, 2006

Escola Chata


Semana passada a Folha de São Paulo publicou um registro da sabatina que o jornalão promoveu com o dublê de educador e psicanalista Rubem Alves. Não gostei da chamada da matéria. A Folha destacou da fala do Rubão a afirmação de que "a escola é chata". No meu modo de ver, constatações como essa reafirmam a prática de chutar cahorro morto. Ato desnecessário. Sinal de uma valentia fácil, pois o cadáver não irá reagir. Mas meu desagrado não para por aí. Preocupa-me sobretudo o outro lado da moeda. Educadores que aceitam sem crítica comentário como o de Rubem Alves costumam achar que a saída é uma escola divertida. Ou seja, na sociedade do espetáculo é hegemônica a idéia de que o bom aprender precisa ser uma atividade circense. Não tenho nada contra o circo, o espetáculo, a diversão. Acho, porém, que é preciso não perder de vista algumas características do aprender. Sirvo-me de um exemplo: cálculo. Vejo meu filho, um físico, trabalhando com cálculo em muitas ocasiões. Um trabalho que exige muita concentração. Um trabalho que apresenta grandes desafios. Conseguir resolver certos problemas certamente é muito prazeroso. Mas a atividade toda não é divertida. Coisa parecida pode ser verificada na aprendizagem musical de alguém que está estudando um peça a ser executada publicamente. Chegar a uma interpretação original e bem executada deve ser uma fonte de grande prazer. Não vejo porém no demorado e exigente processo de ensaiar exaustivamente a peça algo divertido. Resumo da ópera; prazer não é necessariamente diversão. E mais: muitas fontes de prazer exigem altos investimentos de concentração, ensaio, exercício, trabalho.

A aceitação passiva de uma crítica que parece indicar que a boa escola é a divertida sugere que nosso mundo é a concretização perfeita do pesadelo de uma sociedade cujo desejo único é uma diversão contínua, tema central do Brave New World de Huxley.

Tuesday, May 02, 2006

Retomada

Fiquei algum tempo sem nada postar. Retorno agora. Há dois assuntos mais imediatos que irão merecer alguma atenção: os blogs de meus alunos do quarto ano de pedagogia e trabalhos sobre WebGincanas. Esta semana vou organizar devidamente mensagens sobre esses dois assuntos.

Thursday, January 26, 2006

Leitura de vídeos em educação

Nossos alunos, com milhares de horas frente a uma TV, são completamente alfabetizados em leitura de vídeos. Mas esse é um conhecimento oculto. No geral, eles, assim como nós, não têm consciência de suas capacidades de leitores da linguagem televisiva. Por essa razão, pesquisadores como meu amigo Ângelo Piovesan, da ECA/USP, tanto insistem na necessidade de trabalhos educacionais que possam explicitar a capacidade de ler vídeos.
Peças de propaganda são ideais para atividades de leitura de vídeos. Nelas a linguagem televisiva explora todas as possibilidades de combinar som, imagem e movimento em múltiplos arranjos para contar histórias, provocar emoções, criar sonhos, ativar o imaginário das pessoas etc. Além disso, a necessidade de operar grandes sínteses comunicativas gera vídeos com muito conteúdo em obras bastante curtas. Isso é vantajoso, pois professores e alunos podem examinar muitas vezes o material, explorando significados de cores, movimentos, sons, tratamento de imagens, natureza da mensagem, conteúdo etc..
Toda essa minha conversa sobre leitura de vídeos tem por finalidade divulgar um material que conheci através do excelente e indispensável Boinboing. Está disponível no espaço Web um vídeo incrível de propaganda do Honda Civic no Reino Unido. Trata-se de uma apresentação do carro em movimentos cujo som é produzido por um coral. A integração entre diferentes cenas, movimentos do carro, sons ambientais e atuação do coral são uma obra prima. Esse é um material que certamente os professores podem utilizar em leituras de vídeo. Interessados podem acessar diretamente o citado vídeo neste link.

Friday, January 13, 2006

Inteligência do trabalhador


No final de ano, entrevistei, via e-mail, o grande educador Mike Rose. Ele escreveu um livro fundamental para quem queira entender as dimensões cognitivas do aprender a trabalhar e os saberes invisíveis construídos pelos trabalhadores: The Mind at Work. O texto da entrevista, publicado em número especial da revista eletrônica Senac.sp, pode ser visto estes dias no portal do Senac. Vale a pena dar uma olhada.