Os congressos estão acabando?
Acabo de voltar de um congresso, a VII Jornada Catarinense de Tecnologia Educacional. E voltei com a sensação de que os congressos estão com os dias contados. Em todas as palestras e seminários da Jornada muitas pessoas chegavam com grande atraso, algumas saíam e entravam constantemente durante as sessões, muitas saíam antes do encerramento dos trabalhos. Já venho observando tal comportamento há algum tempo.
Alguém poderá dizer que a falta de atenção do público nas sessões de congressos é função da capacidade dos conferencistas em manter o interesse das platéias. Acho que isso explica o fenômeno em parte. Mas, tanto na Jornada com em outros eventos, o entra e sai dos participantes aconteceu também com conferencistas reconhecidamente competentes.
Acho que explicação mais plausível pode inpirar-se numa observação de Neil Postman em Amusing Ourselves to Death. Postman observa que é cada vez menor a capacidade das pessoas em acompanhar durante muito tempo (algo superior a dez minutos) exposições orais logicamente bem arranjadas. Essa capacidade exige gosto por um pensamento analítico mais ou menos rigoroso. Exige certa disciplina intelectual. Exige atenção continuada. Parece que os novos paradigmas de comunicação não favorecem a mencionada capacidade.
Novos formatos de comunicação, sobretudo os utilizados pela TV, pelo cinema e pela internet, não promovem análises logicamente estruturadas. Não promovem exercícios mais exigentes de raciocínio. O público se acostumou a informações muito sintéticas comunicadas em pequenas doses. Acostumou-se também a informações empocatodas em contextos fortemente emocionais - as informações que recebemos via novos meios de comunicação têm por objetivo mais emocionar que fazer pensar.
Os modos de informar predominantes nos meios de comunicação acabaram contaminando a educação. Qualquer exposição mais ou menos longa é vista com certo horror por educadores e educandos. É cada vez menor a chance de se desenvolver nas escolas o gosto por apresentações com rigor lógico e tempo necessário para um encadeamento de raciocínio que dê conta do recado.
Sem número representativo de pessoas capazes de acompanhar com proveito apresentações mais ou menos longas e estruturadas com certo rigor lógico, acredito que os grandes cogressos perderão sentido e desaparecerão. Restarão alguns pequenos eventos para especialistas.
Haverá espaço para grandes eventos? Talvez sim. Mas, inteiramente mudados. Possivelmente os novos caminhos incluam coisas tais como: teatralização das apresentações, oficinas, seminários para pequenos grupos, apresentações apoiadas por música. Não ouso apresentar um lista completa de alternativas. Mas sinto que o formato de grandes eventos que valorizam o pensamento analítico é uma espécie em extinção.
Alguém poderá dizer que a falta de atenção do público nas sessões de congressos é função da capacidade dos conferencistas em manter o interesse das platéias. Acho que isso explica o fenômeno em parte. Mas, tanto na Jornada com em outros eventos, o entra e sai dos participantes aconteceu também com conferencistas reconhecidamente competentes.
Acho que explicação mais plausível pode inpirar-se numa observação de Neil Postman em Amusing Ourselves to Death. Postman observa que é cada vez menor a capacidade das pessoas em acompanhar durante muito tempo (algo superior a dez minutos) exposições orais logicamente bem arranjadas. Essa capacidade exige gosto por um pensamento analítico mais ou menos rigoroso. Exige certa disciplina intelectual. Exige atenção continuada. Parece que os novos paradigmas de comunicação não favorecem a mencionada capacidade.
Novos formatos de comunicação, sobretudo os utilizados pela TV, pelo cinema e pela internet, não promovem análises logicamente estruturadas. Não promovem exercícios mais exigentes de raciocínio. O público se acostumou a informações muito sintéticas comunicadas em pequenas doses. Acostumou-se também a informações empocatodas em contextos fortemente emocionais - as informações que recebemos via novos meios de comunicação têm por objetivo mais emocionar que fazer pensar.
Os modos de informar predominantes nos meios de comunicação acabaram contaminando a educação. Qualquer exposição mais ou menos longa é vista com certo horror por educadores e educandos. É cada vez menor a chance de se desenvolver nas escolas o gosto por apresentações com rigor lógico e tempo necessário para um encadeamento de raciocínio que dê conta do recado.
Sem número representativo de pessoas capazes de acompanhar com proveito apresentações mais ou menos longas e estruturadas com certo rigor lógico, acredito que os grandes cogressos perderão sentido e desaparecerão. Restarão alguns pequenos eventos para especialistas.
Haverá espaço para grandes eventos? Talvez sim. Mas, inteiramente mudados. Possivelmente os novos caminhos incluam coisas tais como: teatralização das apresentações, oficinas, seminários para pequenos grupos, apresentações apoiadas por música. Não ouso apresentar um lista completa de alternativas. Mas sinto que o formato de grandes eventos que valorizam o pensamento analítico é uma espécie em extinção.


